Flocos de Neve Aqui, Ali e nos Trópicos: democratizando as notícias internacionais do Brasil ao Equador

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Em outubro de 2019, o presidente do Equador, Lenin Moreno, anunciou uma nova rodada de medidas de austeridade. Após o anuncio e o aumento previsto do custo de gasolina, diesel, transporte e alimentos, uma greve nacional, logo em seguida, transformou em protestos em massa. Eu estava no centro da capital de Quito quando a polícia, tanques, quantidades incalculáveis de gás lacrimogênio e todo o conjunto do aparato de segurança foram empregados contra os manifestantes.

Onze dias depois, com a morte de oito pessoas e a prisão de quase 1.200, segundo dado oficiais, o governo recuou. Os quíchua, shuar, secoya, a totalidade das 14 nações indígenas, incluindo os afro-equatorianos, os pobres e a classe trabalhadora – o povo, enfim, tinha vencido esta rodada. E eu, tanto quanto eu saiba, tinha me tornado a única pessoa de ascendência africana a fornecer um relato internacional dos eventos.

Notícias segregadas da mídia do Brasil

A hashtag #NewsroomsSoWhite [literalmente, Redações Tão Brancas], que já teve popularidade, apresenta uma boa avaliação dessa maligna. No Brasil, que abriga a segunda maior população de origem africana no mundo, superada apenas por Nigéria, a mídia elitizada com uma visão global a partir do Hemisfério Norte,

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